Paulo Gomes — Advocacia

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Área de atuação

Você não fez esse empréstimo.
Mas está pagando.

Consignado não autorizado, desconto indevido em benefício ou salário, golpe bancário e do Pix, revisão de juros e negativação indevida. A análise começa pelo extrato.

O que costuma acontecer

Quase sempre o dinheiro sai antes de alguém explicar por quê.

E a explicação, quando vem, costuma ser a mesma: o sistema registrou uma contratação.

O desconto aparece no extrato do benefício, na conta ou no contracheque. A pessoa liga, é transferida três vezes e ouve que existe um contrato. Não reconhece a assinatura, não lembra de ter pedido nada, às vezes nem esteve na agência — mas o valor continua saindo todo mês.

Existem várias origens possíveis para essa cena: contratação feita por terceiro com dados vazados, oferta aceita por telefone sem que a pessoa entendesse que estava contratando, seguro ou serviço embutido em um pacote, ou golpe com transferência induzida. Cada origem leva a uma discussão jurídica diferente — por isso a análise começa identificando de onde o desconto veio.

Por onde a análise começa

Pelo extrato. Ele mostra desde quando, quanto e em nome de quem. No caso de benefício do INSS, o extrato de empréstimos consignados obtido no Meu INSS informa qual instituição fez a contratação e em que data — informação que a pessoa raramente consegue por telefone.

Depois vêm o contrato, se existir, e o protocolo de reclamação feito ao banco. Reclamar formalmente antes tem valor: cria data e prova de que o problema foi comunicado.

Quando procurar orientação

Situações em que vale conversar.

Empréstimo que você não fez

Aparece um consignado descontando da aposentadoria, da pensão ou do salário, e você não reconhece a contratação.

Você caiu em um golpe

Transferência por Pix induzida por falso funcionário do banco, falsa central ou falsa oferta de empréstimo.

Serviço que ninguém contratou

Seguro, título de capitalização ou pacote de tarifas cobrado sem que você tenha pedido.

A dívida cresceu além do combinado

O valor pago já superou em muito o que foi emprestado, e o saldo devedor continua igual.

Seu nome foi negativado

Restrição por dívida que você não reconhece, já pagou ou está discutindo.

O banco não resolveu

Você reclamou, tem protocolo, e a resposta foi que está tudo regular.

Documentos

O que costuma ser necessário.

Comece pelo extrato. É o documento que mais responde — e o mais fácil de obter.

Caminhos possíveis

O que pode ser avaliado no seu caso.

Reclamação formal

Registro junto à instituição e aos canais de defesa do consumidor. Às vezes resolve, e sempre produz prova.

Ação para suspender o desconto

Discussão sobre a cobrança em curso, com pedido para que ela pare enquanto o caso é analisado.

Devolução do que foi pago

Quando se conclui que a cobrança não tinha origem legítima.

Reparação por dano

Quando o desconto ou a negativação produziu consequências que vão além do prejuízo financeiro.

Nenhuma ação

Quando os documentos mostram que a contratação existiu e foi regular. Ouvir isso no começo custa menos do que descobrir no meio.

Dúvidas frequentes

Sobre bancos e crédito.

Se a sua pergunta não estiver aqui, pode mandar.

Pelo extrato de empréstimos consignados do Meu INSS, no aplicativo ou no site. Ele lista as contratações, o banco responsável, a data e o valor das parcelas. É o primeiro documento a buscar, e você mesmo consegue.

Pode haver discussão, e ela depende de como o contato aconteceu e do que a instituição fez depois de comunicada. Registre boletim de ocorrência, conteste formalmente junto ao banco e guarde todas as conversas. Não apague nada.

Não. A existência de um documento não impede que se discuta como ele foi produzido — assinatura que não confere, contratação feita por telefone sem informação clara ou por terceiro com dados obtidos indevidamente.

Vale avaliar. O fato de a dívida estar adiantada não valida cobrança indevida, e pagamento feito não impede pedido de devolução quando se conclui que ele não era devido.

Não é obrigatório, mas ajuda muito. O protocolo marca a data em que o problema foi comunicado e mostra que houve tentativa de resolver antes do processo.

Quem conduz

Extrato, contrato e protocolo. Nessa ordem.

A discussão com banco se ganha ou se perde no documento. Por isso a análise começa pelo extrato, e não pela versão que a central de atendimento deu ao telefone.

Dr. Paulo Gomes de Andrade Neto

Advogado · OAB/PE 62.576

  • Pós-graduação em Direito e Processo Bancário
  • Aperfeiçoamento em Imunidades e Isenções Tributárias na Constituição e no STF, pelo Supremo Tribunal Federal
  • Atuação em Pernambuco, Bahia e Santa Catarina, com atendimento em todo o Brasil
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Conte o que aconteceu com você.

Escreva com suas palavras. A partir do relato é indicado o que precisa ser reunido, e a análise é feita sobre os documentos. O envio da mensagem não implica contratação.

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